Já dissemos aqui outras vezes que a bactéria tem uma fama de má, mas na verdade não é bem por aí. Algumas podem, sim, provocar doenças e complicações em nossas vida, não vamos negar. Mas boa parte delas é essencial e tem influência positiva no nosso organismo. Mais do que isso, elas são parte importante da gente. Segundo o biomédico Roberto Figueiredo, nosso Dr. Bactéria, os germes representam 90% das células do corpo humano. Isso mesmo, você não leu errado: noventa por cento! Bastante coisa, não é mesmo? “Dos 10% que sobram, 75% é água. Por isso costumo dizer que somos uma caixa d’água contaminada”, explica o Dr Bactéria, com a descontração de sempre. Ainda não ficou claro da importância delas no nosso corpo? Mais um dado curioso então: dois a três quilos do nosso corpo são germes.

E esse foi o papo do dia no nosso #EInsights. O Torrego e o Dr. Bactéria conversaram bastante sobre esses pequenos seres que nos cercam por dentro e por fora.

Desde cedo
O Dr. Bactéria alerta: criança precisa, sim, colocar os pés no chão e as mãos na terra. São lugares muito contaminados? Sem dúvida. Mas é um contato importante, pois é essa proximidade com os animais, com a vegetação e tudo o que carregam que vai ajudar a fortalecer os pequenos e seus sistemas imunológicos. “Os pais que não fazem isso estão condenando o filho a ter asma pelo resto da vida”, ele alerta. Inclusive é melhor ainda se a mãe, ainda grávida, tiver contato com animais, pois o filho nascerá com mais resistência se comparar com alguém que não teve essa proximidade.

Mas atenção: pode colocar o pé no chão e a mão na terra, mas não pode beijar filho na boca, pois os germes que são trocados nesse momento não são bons. pelo mesmo motivo, também evite assoprar a colher para esfriar a comida antes de colocar na boca da criança e mantenha distância do mel até que ela complete um ano de idade.

Ainda falando em filho, o Dr. Bactéria nos contou mais um benefício importante do parto normal (em comparação à cesárea). No parto normal, a criança, ao passar pela vagina da mãe, entra em contato com bactérias positivas que ficam alojadas na região, e isso é excelente para a nossa formação imunológica. Já no caso da cesárea, o primeiro contato do bebê serão as bactérias negativas do hospital. Que não prejudicam, mas também não ajudam como as maternas.

Probióticos e prebióticos
Dois tipos de alimentos relacionados às bactérias e seu desempenho que precisamos ter no nosso dia a dia são os probióticos e prebióticos. Não só os nomes são parecidos, mas também se complementam e é importante andarem juntos. Vamos explicar.

Probióticos são mircoorganismos vivos positivos. É só parar para ver a palavra: do grego, significa “pró-vida”. Eles já são muito comuns na nossa rotina, pois são normalmente encontramos em alimentos bem cotidianos, como queijo, iogurte, leite fermentado, kefir…

Os probióticos são importantes por vários motivos. Entre eles, atuam no trânsito intestinal, ajudam na digestão, melhoram a absorção das vitaminas dos alimentos ingeridos e também garantem a saúde local. Além disso, fortalecem o sistema imunológico, atuam no controle do colesterol e redução do risco de câncer. É importante até para quem term tolerância à lactose, pois aumenta a enzima que facilita a sua digestão.

Mas apesar de serem excelentes para nossa saúde, eles não duram muito. Manter os alimentos bem refrigerados é importante para prolongar o tempo de vida e a funcionalidade dos probióticos.

Já os prebióticos são fibras não digeríveis, mas que têm uma missão importante a cumprir no intestino. Esses alimentos são parceiros que facilitam o trabalho dos probióticos porque estimulam o crescimento e a atividade deles. “Prebióticos são alimentos que as bactérias usam como base para crescer e cumprir sua função, por isso um completa o outro”.

Alimentos prebióticos são: legumes, feijões e todos os seus tipos, aveia, banana, frutas, aspargos, alho, alho-poró, cebola.

Curiosidades
E vamos falar um pouco mais sobre curiosidades sobre as bactérias…
Já falamos que os germes representam 90% da snossas células – ou o equivalente a dois ou três quilos do nosso corpo. Para ter uma ideia, tem mais bactérias na nossa boca do que o números de pessoas no planeta inteiro – tem entre mil e 100mil entre cada dente, e isso numa boca limpa! Por conta disso, duas pessoas trocam durante um beijo algo em torno de entre 10 milhões e 1 bilhão de germes. E tem mais: só no nosso umbigo já foram catalogados 1.458 tipos de bactérias!

Mas não é só no corpo que elas dominam. Nós temos o pé atrás com os banheiros, mas eles nem preocupam tanto quanto outros lugares… Numa mesa de escritório, por exemplo, podemos ter quase 400 vezes mais bactérias que um banheiro. Já no celular encontramos 18 vezes mais que a maçaneta do banheiro.

Uma única cédula de dinheiro pode ter até três mil tipo delas. E sabe aquela calça jeans preferida que você usa todo dia? Pois bastam duas semanas de uso e já surgem ali mil colônias de bactérias na parte da frente; entre 1,5 mil e 2,5 mil na parte de trás; e 10 mil na região interna. Enquanto isso, na esponja da pia nasce uma nova bactéria a cada 20 minutos.

Tem bactéria na chuva também, o nome dela é Actinobacteria e ela é a responsável por aquele cheiro característico… Tem até uma bactéria para o spray de cabelo. É um tipo específico que vive apenas nesse ambiente.

Inclusive onde menos se espera elas estão presentes e desempenham papeis positivos. O chocolate é um caso desses. Sempre associamos a um algo prejudicial aos dnetes, mas na verdade ele tem um efeito antibacteriano que ajuda a prevenir o desgaste dentário. E sabia que a maioria dos antibióticos é feita de…. bactérias?

Ou seja, bactérias em tudo e por todos os lados… E antes de entrar em pânico, lembre-se sempre que elas têm funções positivas e essenciais ao ser humano.

Mas sxiste algum lugar onde elas não estejam? Por incrível que pareça, sim: nos bebês recém-nascidos. O ambiente intra-uterino é estéril, sem germe nenhum. E aí voltamos ao começo de tudo… basta lembrar que o Dr. Bactéria falou da importância das bactérias a que somos expostos na hora do nascimento.

Um ser tão pequeno e com tanto para contar e fazer…

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