Tríade de água fogo e terra.
Tríade de Amanda Félix, Vera Cooke e Tânia Quintanilha, todas designers de interiores. Se conheceram no curso da Escola Panamericana e nunca mais se se desgrudaram. Logo resolveram unir forçar, misturar suas características que se complementam e seguir uma vida profissional de mãos dadas.
Tríade de quase três anos juntas.
Tríade da trilogia: decoração, arquitetura e soluções, sempre juntos.
Tríade de bom gosto, conhecimento e eficiência.

A Tríade é tudo isso, e muito mais. É uma loja de decoração especializada em papéis de parede, além de gesso, iluminação, persianas, cortinas, móveis, tapates, tapeçaria, painéis decorativos, objetos de decoração. Enfim, todos os detalhes que fazem a diferença na sua casa.

Cada uma das três sócias leva uma característica para o negócio, cada uma também carrega um estilo. Isso ajuda a atrair os mais diferentes tipos de clientes, com gostos, expectativas e neecssidades diferentes. Mas, independentemente do perfil, na hora de projetar o que vale é sempre ouvir e entender o cliente quer e falar a língua dele.

Porque decoração é como moda – duas coisas que andam juntas, inclusive. Tem texturas, cores, tendências… E cada um se identifica e se sente melhor com determinadas coisas.

A história na parede

Mas falar em papel de parede é falar em história do mundo, mesmo.

Podemos, inclusive, dizer que é algo que o ser humano faz desde o princípio dos tempos. Ainda nas cavernas, se os homens primitivos se comunicavam através de desenhos nas paredes. A arte rupestre, como é chamada, engloba dois tipos de intervenções. Uma dela sé a pintura rupestre, feira com pigmentos, e a gravura ruprestre, quando as imagens eram esculpidas nas pedras.

Animais, plantas, pessoas e sinais gráficos abstratos são descobertos ao longos dos anos em paredes e tetos das cavernas. Interpretar esses desenhos e compreender suas reais intenções não é tarefa muito fácil. Mas os estudiosos tentam e chegam a algumas conclusões. Em geral, entende-se que ilustram cenas de caça, ritual, cotidiano, e podem até ter caráter mágico, além de comunicação (já que isso vem antes da escrita).

O tempo passou, o homem começou a se comunicar de outras diversas formas. Mas nunca deixou de lado o gosto por decorar paredes. E 200 anos antes de Cristo surge na China o papel de parede, com propósito único e exclusivo de decoração. Nessa época era produzido com papel de arroz e totalmente branco, ainda era bastante rudimentar.

Aos poucos foi ganhando novos materiais e formas. O papel de arroz foi substituído pelo pergaminho vegetal, ganhou cores e estampas. Um trabalho feito por artesãos, que pintavam à mão cada peça. Para facilitar o trabalho, surgiram os carimbos de madeira, que já vinham com os desenhos desejados, bastava passar na tinta e imprimir no papel. esses adornos podiam ser vistos em palacetes de mandarins e também nas residências de comerciantes ricos.

Lá pelos séculos XVI e XVII, quando a Europa se aproximou da China, trouxe na mala, entre outras tantas coisas, a ideia do papel de parede. Os primeiros a trazerem foram os comerciantes árabes, que aprenderam com os chineses a produzir o adorno. Eles usam em tudo: paredes, janelas e portas, onde até então iam telas e tapeçarias.

Mas até então os temas das artes característicamente chineses. Foi inclusive nessa época que surgiu o termo chinoisserie. A palavra francesa se refere a imitação ou evocação dos estilos chineses na arte ou na arquitetura ocidentais. O termo é associado especialmente à arte do século XVIII, “quando desenhos pseudochineses de inspiração fantástica e extravagante combinavam bem com o alegre estilo rococó que dominava na época”, segundo a Wikipedia.

Mas isso mudou em 1500, quando artistas renascentistas italianos na França começaram a desenvolver padrões totalmente europeus. No entanto, as folhas eram bem pequenas, a qualidade da reprodução não era das melhores e a produção super devagar.

Mas como papel de parede sempre foi assunto sério na Europa (basta olhar ao redor em qualquer casa nos mais diferentes países do continente), e em 1630 surgiu a primeira fábrica de papel de parede na França, chamada a Papel-Toutisses.

A técnica foi se aprimorando, o que permitia produção em escalas maiores e o uso ilimitado de cores. E deu tão certo que a paixão ultrapassou os limites das paredes e chegou na moda: no século XVIII o papel de parede era usado na produção de bolsas (opa, não falamos lá em cima que decoração e moda estão super conectados?).

Nessa mesma época, os franceses usavam e abusavam desse “detalhe” na decoração. O histórico dos palácios reais confirmam: Luís XI encomendava anjos sobre fundo azul de Jean Bourdichon; Luís XV exigia papéis influenciados pelo rococó a Jean Pillement; e Luís XVI queria motivos românticos ou clássicos.
Com o tempo, foram se aprimorando com o uso de diferentes corantes e o lançamento do rolo com mais de quatro metros lineares de papel já pronto para uso.
Foram surgindo novas técnicas e máquinas de impressão e aplicação, texturas, relevos e materiais inusitados.
Foi ganhando novos apaixonados. Chegou na Inglaterra em 1634 e a Rainha Vitória não deixou por menos: escolheu o flock (técnica que aplica fibras de algodão e seda sobre a tinta ainda fresca para uma transparência, sobreposição e relevo como resultado) para forrar as paredes de Hampton Court especialmente para a sua lua de mel com o Príncipe Alberto.
Foi criando histórias. Isso porque o inglês William Morris, fundador do movimento Arts & crafts, aplicava no papel padrões alegres e florais do chintze (um tecido usado em cortinados e capas para móveis). Ma so resultado era tão ruim daí surgiu a expressão chintzy, que os ingleses usam a para se referir a tudo que seja de mau gosto.
Foi ganhando o mundo. E chegou no Brasil no fim do século XIX, vindo com a imigração europeia intensa nessa época. Por algumas décadas seu uso ainda era tímido pelo preço da importação. Foi em 1960 que passamos a produzir por aqui, aumentando adeptos.

E hoje é o que vemos por aí: uma infinidade de opções de estampas, cores, formatos, tamanhos… Fáceis de aplicar, fáceis de retirar, perfeito para se entrar na decoração e dar uma outra cara ao espaço, seja em casa ou no escritório.

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