Quando a pessoa acredita que é responsável pela própria vida, ela tem todas as condições para assumir plena responsabilidade por seus atos e atitudes. Uma vida longa e de boa qualidade exige uma alimentação saudável.

A importância da alimentação para a saúde humana não é novidade. Muitas pessoas não se dão conta da importância do que comem. Nem mesmo os altos índices de morbidade e mortalidade causados por uma dieta inadequada são motivos suficientes para reverter a alarmante situação observada em todo o mundo.

A alimentação saudável deve determinar um estilo de vida e não apenas acompanhar moda passageiras. Os alimentos corretos podem ajudar a manter a saúde, a longevidade, a energia e o bem estar. Se forem associados à prática de exercícios físicos regulares, a pessoa estará no caminho certo para permanecer sempre em forma, saudável e bem disposta. O equilíbrio emocional, aliado ao nutricional e físico formam o tripé de sustentação da longevidade com qualidade de vida. O resto é genética e sorte

Enquanto perduram os índices de desnutrição, especialmente nos países em desenvolvimento, surge outra grave situação: a obesidade. Ela é parâmetro de muitas pesquisas atuais, e temos assistido a precocidade com que as crianças vêm desenvolvendo doenças antes exclusivas da idade adulta.

São crianças que levam uma vida extremamente sedentária à frente da televisão e do computador, com suas rotinas muitas vezes tomadas pelo excesso de aulas e obrigações. Com isso, as atividades físicas em brincadeiras, jogos de rua, passeios e esportes estão sob ameaça de “extinção”. O resultado está nas estatísticas: cerca de 15% da população infantil brasileira já foi diagnosticada como obesa.

Ao contrário dos adultos, para os menores a única diferença entre comer uma salada ou um hambúrguer está no paladar. E em geral a opção é pelo menos saudável. Ainda mais grave é perceber que muitos deles simplesmente estão seguindo os passos dos pais, que igualmente alimentam-se mal e são sedentários.

É urgente orientar os jovens quanto à importância dos alimentos saudáveis, e que estes sejam acompanhados de informações que sirvam de estímulo a novos hábitos. Pais, avós, educadores e profissionais de saúde devem estar atentos em relação à quantidade de açúcar, gordura, sal, corantes artificiais e conservantes na composição dos alimentos industrializados. O excesso destas substâncias pode desencadear uma série de doenças crônicas associadas à má alimentação e a deficiências nutricionais.

Às autoridades governamentais fica o apelo por uma legislação mais rigorosa, atenção às informações muitas vezes confusas ou omissas dos rótulos, e também ao exagero na publicidade de alimentos destinados às crianças. É mister ainda investir em programas de informação para a população e dar ênfase ao tema no currículo escolar, com o objetivo de prevenir ou minimizar os problemas e riscos advindos da má-alimentação.

Por outro lado, devemos estimular o consumo dos alimentos funcionais, que são saudáveis, previnem e também auxiliam no tratamento de diversas situações clínicas. Alimentos como laranja, acerola, espinafre, couve, soja, linhaça, pães integrais, carnes magras e peixes são alguns exemplos que devem sempre estar presentes nas refeições.

Os líquidos também são extremamente importantes. Tenha o hábito de tomar água diversas vezes ao dia. No calor, especialmente, os chás e sucos de baixa caloria são fundamentais para prevenir a desidratação e melhorar o funcionamento do organismo. Evite ingerir líquidos, principalmente bebidas gaseificadas, no período mínimo de uma hora antes até uma hora depois das refeições.

Quem quiser ter um corpo saudável deve planejar sua alimentação com base na variedade, na moderação e no equilíbrio. É importante lembrar que não basta apenas escolher entre alimentos bons ou ruins. O principal perigo é o excesso de consumo!

Sem dúvida o alimento é uma fonte de prazer. Todavia, é preciso encontrar prazer também em outras áreas da vida. Quando a comida se torna a única ou a mais importante fonte de prazer, ela acaba sendo utilizada para aliviar estresse, angústia, culpa ou ansiedade, e assim fica muito difícil controlar a ingestão de alimentos e o ganho de peso. Quando isso ocorre, a psicoterapia pode ser muito útil para ajudar a controlar essas emoções, alimentação saudável e prática de atividade física regular são ótimos investimentos em uma melhor qualidade de vida e na prevenção de inúmeras doenças.

Deixe uma resposta