Como boa Rainha assim entra é inevitável tirar o olhar dela, uma mulher linda, educada, refinada no seu andar e cuidadosa com as suas palavras e comentários, chegar a esse ponto na vida não foi assim simplesmente como abrir uma caixa de cereal e pronto ganhou o prémio de Rainha… principalmente quando se é uma mulher que nasceu no corpo “errado”, Rafaela Manfrini transexual de 33 anos, maquiadora de profissão e Miss Trans Star 2016.

Pronto que rápido se consegue simplificar a história de uma vida, não é?

A realidade é bem diferente da fantasia, mesmo quando ela se reconhece como “trans” (trans:

Abreviação da palavra transgênero, também transsexual / transexual, “Trans” é mais curto e mais informal que “transgênero”, uma pessoa trans é alguém cujo sexo não é o que lhe foi designado no nascimento.) desde os 5 anos de idade, comenta para Rubén Torrego durante esta entrevista exclusiva, “iniciei a minha transição aos 23 anos de idade” após ela ter dito que se reconhece desde criança como trans, temos certeza que a transição foi paulatina durante sua vida inteira, tomando uma atitude já a uma idade adulta, acreditamos seja a melhor decisão que um trans pode fazer, na atualidade com tanta informação na internet e uma revolução de gênero quase revelação contra o sistema, cultura e sociedade, tem mesmo como adultos, pais, familiares, amigos para identificar a postura entre a realidade e a modalidade a linha é muito fina, quando trata-se de uma criança trans as sinais são muito pontuais e lutar contra isso seria tanto quanto “castrar” a identidade do ser humano, é por isso que temos uma verdadeira preocupação com o preconceito social e cultural, pela falta de conhecimento o mais indicado seria que criança ou não um ser humano trans teria que ser acompanhado por um psicólogo acompanhando a todo momento essa transição do gênero dado no momento do seu nascimento ao seu próprio gênero verdadeiro.

Rafaela teve a sorte de vir de uma família com bases solidas, a qual foi acompanhando essa transição em todo momento assim Rafaela tomou essa decisão aos 23 anos, em 2012 ela entrou no seu primeiro concurso de beleza Miss T Brasil ficando em terceiro lugar, após a sua participação exemplar ela ficou muito amida da organizadora do concurso a Majorie March quem em 2014 a indicou para participar no Miss International Queen na Tailândia, essa experiência trouxe para a sua vida não só momentos incríveis, também foi parte essencial para ela adquirir a maturidade e conhecimentos para estar preparada para o que seria o momento mais marcante na sua vida, assim ela voltou para o Brasil Majorie indica a Rafaela para participar no Trans Star International em 2016, foi precisamente em este evento na Barcelona Espanha aonde ela foi coroada Rainha só quatro anos após a sua primeira participação num concurso de beleza ela consegue ser coroada com o primeiro lugar a nível internacional, justo aí que sem dúvida podemos dizer que ela nasceu para triunfar e as suas conquistas e triunfos não pararam aí a nossa Rainha hoje têm seu castelo e seu Rei, em 2018 como em um conto de fadas ela casou, teve como toda Princesa uma comemoração única, mágica e ficou gravada na memoria de todos e cada um dos convidados, porém no lugar mais importante em que esse momento marcou o inicio de uma nova historia de vida é precisamente no coração e na mente da nossa Rainha Rafaela Manfrini de Oliveira.

Rafaela continua sendo uma figura exemplo dentro dos concursos de beleza sendo constantemente convidada a compartilhar o cenário ou até a mesa de juris em os concursos mais importantes no Brasil e no mundo.

Temos certeza que continuaremos vendo muitos sucessos na carreira da Rafaela Manfrini assim como na sua vida, destinada a brilhar, temos certeza que esta entrevista abrirá e desmistificará muitos mitos, realidades e preconceitos, para muitos será um livro aberto que ajudará a ter ainda mais respeito pelo ser humano, reconhecendo a toda a comunidade LGBT (O termo LGBT é o mais utilizado, representando: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais.) porém assim como cada dia temos mais conhecimento e consciência do respeito e diferencias a essa nomenclatura tem mais letras, inicialmente a primeira que se acrescentou foi a Q (Queers), mas a comunidade é tão grande e cada um merece, quer e tem o seu lugar assim que hoje essa nomenclatura é LGBTTTQQIAAP, quantas letras mais irão se acrescentando? Não sabemos o que sim temos certeza é que os direitos humanos são iguais para todos, e qualquer tipo de repressão, preconceito o de racismo por diferencia de preferência sexual ou de gênero será punida a comunidade LGBTQ+ cada dia é mais forte e respeitada em mais e mais países.

Para aqueles que o desejem deixamos aqui o significado de cada uma das letras da nomenclatura atual LGBTTTQQIAAP:

Lésbica: Mulheres que sentem atração romântica ou sexual por outras mulheres.
Gay: Homens que sentem atração romântica ou sexual por homens. O termo também pode ser utilizado para mulheres homossexuais.
Bissexual: Pessoas que sentem atração (afetiva ou sexual) por ambos os sexos.
Transgênero: Pessoas que não se identificam com seu sexo biológico e estão em trânsito entre gêneros.

Transsexual: São pessoas que se identificam com um sexo diferente do seu nascimento. Por exemplo: uma pessoa que nasceu homem, mas se identifica como mulher, é uma mulher transgênero.

2/Two-Spirit (Dois Espíritos): Utilizado por nativos norte-americanos para representar pessoas que acreditam ter nascido com espíritos masculino e feminino dentro delas.

Queer: Pode ser considerado um termo “guarda-chuva”, englobando minorias sexuais e de gênero que não são heterossexuais ou cisgênero.

Questionando: Pessoas que ainda não encontraram seu gênero ou orientação sexual — estão no processo de questionamento, ainda incertos sobre sua identidade.

Intersex: É uma variação de características sexuais que incluem cromossomos ou órgãos genitais que não permitem que a pessoa seja distintamente identificada como masculino ou feminino.

Assexual: É a falta de atração sexual, ou falta de interesse em atividades sexuais — pode ser considerado a “falta” de orientação sexual.

Aliado: São pessoas que se consideram parceiras da comunidade LGBTQ+.Pansexual: É a atração sexual ou romântica por qualquer sexo ou identidade de gênero.

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