O #SemFiltro nesse episodio agora vem com sorteio de ditados populares! Aqui, falamos sobre o quanto verdadeiro são esses ditados populares. Torrego, Kelly e Diana discutem por alguns minutos temas polêmicos.  Esses temas são sorteados e cronometrados pelo diretor Arilton Freitas o que eles acham sobre temas controversos! 

A vontade de debater essas questões que são bastante filosóficas, e vem acompanhado de uma pitada de humor mesmo dentro de temas sérios do nosso cotidiano.

Quem nunca contou omitiu ou negou algo?  De qualquer forma, existem pessoas que levam a mentira tão a sério, que passam a vivenciar a história como se fosse verdadeira.  Essas pessoas são os mitômanos que é diferente do mentiroso compulsivo.   Na psicologia chamamos isso de Síndrome de Pinóquio.  Sim, aquele boneco de madeira que mentia e o nariz só crescia!  Conto interessante com uma lição de moral que a grande maioria das crianças conhecem e morrem de medo do narizinho crescer.

Uma discussão dramática sobre omissão e negação faz a gente pensar.  Será a mesma coisa? A primeira vista a maioria das pessoas dizem que sim é a mesma coisa… mas refletindo novamente vimos que não é bem assim.  As vezes omitimos para não magoar, ou porque realmente não tem tanta importância.  A negação por outro lado, você opta por não contar a verdade.

Segundo o dicionário on-line  https://www.dicio.com.br/omissao/ a palavra é definida da seguinte forma:

Falta de ação no cumprimento de um dever; desídia. Não dizer ou de deixar de dizer alguma coisa; falta. Não fazer ou deixar de fazer alguma coisa; falha: omissão de socorro. Ausência de atenção e de cuidado; negligência. Etimologia (origem da palavra omissão = Do latim omissio onis).

Já a negação, vem de um mecanismo de defesa que nada mais é o da famosa mentira. Um dos mecanismos mais comuns e usados no nosso dia a dia. A negação basicamente é recusar-se a reconhecer que um evento ocorreu. Esse mecanismo de defesa também pode ter um elemento consciente significativo, onde a pessoa simplesmente faz de conta para evitar alguma situação desconfortável ou ate desfavorável a si mesma.

O significado de negação é a ação de negar. Advérbio ou conjunção que serve para negar, como não, jamais, nunca, nem etc. Negação tem vários sinônimos com objeção, contestação, impugnação e contradição.

Para Freud, a negação no trabalho psicanalítico, o paciente acaba expondo a verdade. Citando Freud: “Desse modo, o conteúdo da representação ou do pensamento reprimido pode abrir caminho até a consciência, com a condição de ser negado. A negação é um modo de tomar conhecimento do reprimido: na verdade já é um levantamento da repressão, mas naturalmente não a aceitação do reprimido. Aqui se pode ver como a função intelectual se dissocia do processo afetivo” (S. Freud, intitulado A Negação 1925).

Esses dois temas têm algo interessante, a própria sobrevivência do ego.  A realidade as vezes é tão dura, que para viver em sociedade ou para suportar certas perdas, usamos esses mecanismos como um ato de sobrevivência.

Atualmente vivemos em uma sociedade onde para suportar tamanha desigualdade e violência usamos a negligência, ou a omissão por não suportar a realidade.

Por outro lado, a negação além de ajudar a indivíduos a lidar com a realidade as vezes insuportável, se usado em demasia pode prejudicar o sujeito em enfrentar uma vida real e saudável.

A pergunta que fazemos muitas vezes é até onde devemos “dourar a pílula?” a negação e omissão é normal até certo ponto.  No momento que você passa dos limites e quer tirar vantagens ilícitas sobre o outro, isso se torna um problema.  Por exemplo, quando uma pessoa conta vantagens milagrosas para obter status, poder ou dinheiro ludibriando os outros.  Os mentirosos compulsivos chegam a um ponto onde nem eles mais sabem diferenciar entre a verdade e a mentira.  E quando descobertos, ficam expostos ao ridículo ou mais uma vez negam o exagero.

Os criminosos, ou psicopatas esses negam mesmo.  E muitos não sentem nem remorso já que a culpa não faz parte do quadro mental sadio. Muitos filmes e a própria história tem casos famosos sobre esse tipo de perfil mitomaníaco. 

Quem já não conheceu um mentiroso compulsivo?  Pois é na política, nos falsos médicos, nas relações conjugais, nos livros e nas pessoas que mais amamos sempre temos relatos incríveis sobre omissões e negações decepcionantes. A deslealdade, a traição e a difamação causam danos psicológicos e ate físicos quando a honra, a moral é manchada. Para denegrir uma pessoa pode custar até a própria vida.

A questão cultural, religiosa e ate jurídica de cada comunidade é vista e punida de forma bastante diferente.  A depender das penas, o índice de corrupção, criminalidade ou fraudes podem ser mais rígidas portanto, muitas pessoas pensam até duas vezes antes de cometer certos delitos.  Em alguns países a pena de morte já inibi o criminoso.

Da pra ajudar ou curar um sujeito mentiroso? 

Ajudar sim, curar já é difícil. O correto é procurar ajudar essa pessoa mostrando o prejuízo que ela causa a sim mesmo e a outros. Na área da terapia ou psiquiatria o trabalho não promete a cura, mas tenta ajudar o paciente a ter consciência e procurar a origem desse tipo de comportamento.

Em alguns casos, medicamentos a base de antidepressivos ou ansiolíticos podem ajudar o paciente a amenizar o comportamento.  Terapias cognitivas e psicanalíticas também ajudam o paciente e entender essas questões e trabalhar crenças que carregam com esse tipo de defesa.

Concluindo, mas sem deixar de mencionar aqui também cabe o tema dos Fake News. Um problema grave na sociedade liquida onde qualquer um pode inventar, omitir ou negar alguma notícia para se beneficiar. Muito tempo é perdido, causando grandes estragos nas redes sociais.  Como saber se a fonte é segura? Será que temos como analisar de forma convicta o que lemos, ou ouvimos é verdadeiro? A mídia tem essa facilidade de manipular os telespectadores e todos ficam perdidos com tantas informações infundadas.

Aqui o conselho não poderia ser outro: A mentira tem perna curta.

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