O proverbio é mais comum dito quando há uma traição no relacionamento, mas também é usado em outras situações, por exemplo: pode ate ser com o que comemos, se a comida for apresentada de forma apetitosa, muitas vezes não sabemos nem mesmo pelo cheiro se está contaminada ou não. Entretanto o assunto nesse episodio, se trata do relacionamento afetivo e especificamente do adultério. Curiosamente, em inglês o que se aproxima desse ditado é out of sight, out of mind.

No bate papo SEM FILTRO, houve algumas divergências sobre o assunto, nem sempre é necessário ver para crer. Muitas vezes a própria intuição já nos mostra sinais e depois se há confissão ou prova… o coração, intuição ou melhor, a mente tem o veredito. Aqui entender o que significa a palavra intuição, se faz necessária, segundo o dicionário on-line português, a palavra intuição significa:

Capacidade de prever, de adivinhar um evento futuro; pressentimento. Capacidade de entender, identificar ou pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica. Conhecimento claro, direto ou imediato, da verdade sem o auxílio do raciocínio. (Religião) Visão nítida que os santos ou que os bem-aventurados têm de Deus. (Filosofia) Maneira de se adquirir conhecimento instantâneo sem que haja interferência do raciocínio. Etimologia (origem da palavra intuição). Do latim. intuitio.onis. https://www.dicio.com.br/intuicao/

As mulheres são conhecidas por ter esse sexto sentido, mas ate que ponto isso é verdade? Bem, de acordo com especialistas, existe uma explicação cientifica para isso, o médico neurologista Martin Portner fala o seguinte: O determinante para que a intuição seja característica feminina tem nome e sobrenome: corpo caloso “A ligação entre os dois hemisférios do cérebro é feita por uma ponte chamada de “corpo caloso“. Estudos mostram que especialistas de vários países já verificaram que nas mulheres o tráfego de impulsos nervosos por esse canal é “maior”. https://guiame.com.br/gospel/familia/expecialistas-explicam-a-intuicao-feminina.html

Quem já não ouviu relatos de mulheres que pela voz já sentem que tem algo de errado com um filho? Segundo Keli Savieto, ela consegue detectar pela voz no telefone quando ela fala com o marido e ele responde que está tudo bem, quando na verdade ela sente que tem algo de errado com o marido. Ela conclui que na maioria das vezes ela acerta o que há de errado.

A ciência demonstra que a intuição é, uma capacidade do cérebro que envolve o cruzamento de informações dos dois hemisférios: o esquerdo, que é racional, e o direito, emocional. A capacidade que as mães têm de reconhecer que um filho esta doente, ou não está bem, mesmo sem ver é muitas vezes assertiva. 

Quem já não teve essa experiência extraordinária?.

Por outro lado, como provar que alguém está traindo você se não tem provas concretas? O proverbio também tem essa questão a ser debatida sobre não ver mas sentir através de outros sinais. Uma questão importante é sobre a subjetividade e o julgamento, ambos dependem muito de como a pessoa interpreta e enxerga o que é certo ou errado. O próprio termo julgamento significa uma avaliação ou decisão que o sujeito toma sobre uma série de fatores ou provas para a formação de uma sentença final embasada. Mas, isso depende de vários quesitos, a insegurança, baixa autoestima e até mesmo o próprio ciúmes podem acometer julgamentos falsos, por isso, iniciamos questionando, O que os olhos não vêem o coração não sente? mas quando fala-se de julgamentos precisam-se provas concretas. Além do mais, surge outro proverbio que vem de São Tomé que diz… ver para crer.

São Tome foi um dos 12 apóstolos quem mais deixou o seu lado humano falar alto e duvidou de Jesus quando ele profetizou que se ressuscitaria ao terceiro dia. Tomé só acreditou após ver e tocar as marcas do sofrimento da crucificação em sua pele. E foi assim que nasceu esse ditado popular ver para crer.

A questão sobre o que os olhos não vêem o coração não sente, tem haver com as nossas próprias questões amorosas. Os ciúmes, as experiências amorosas e até a nossa própria subjetividade são influenciadas no que sentimos. Se uma pessoa se sente segura e tem amor próprio, muitas vezes não questiona o que está acontecendo com o outro, relata Diana Dahre. Os relacionamentos amorosos são aprendidos dentro de referencias familiares, culturais e sociais. Cada pessoa aprende a amar de forma diferente de acordo com a sua subjetividade. O certo ou errado dentro de uma relação é algo muito peculiar, atualmente, a traição não é mais um tabu, mas continua sendo um assunto que gera muita curiosidade.

A psicanalista também concorda com o ditado popular que quem procura acha.  Quando há uma dúvida no ar, ou a própria intuição diz que tem algo de errado, muitas vezes o adultério é descoberto. Diana comenta também que não é algo que se deve temer o tempo todo, porque a dúvida pode ser ate um desperdício de tempo e energia. 

Finalizando esse bate papo, Ruben Torrego concorda com as participantes Diana e Keli que por uma lado, a intuição sempre mostra que tem algo no ar que se suspeita da verdade, mas também que, não se pode julgar e se preocupar o tempo inteiro com o que se pensa pode estar realmente acontecendo. Ele conclui de forma “jocosa”, quem cometer um ato de traição teria que ser muito inteligente e fazer bem feito para que não ser descoberto, mas diz… quando há um cheiro de algo estranho no ar, pode ter certeza que aí tem com certeza já aconteceu o inevitável. Como diria na obra famosa de Shakespeare em Hamlet há algo de podre no reino da Dinamarca.

A pergunta aqui para os espectadores é, se não há provas, você não sofre por uma possível traição? Ou será que mesmo não vendo, sentimos que um adultério poder estar na eminência de ser ou já foi consumado?

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