A palavra “Catrín” define a um homem elegante e bem vestido e era uma imagem popular em México que retratava as classes aristocráticas de finais do século XIX e princípios do XX. Foi por aquele tempo que quando o mostro da pintura mexicana, o grande Diego Rivera, olho à Caveira Garbancera e a chamou automaticamente: ¡La Catrina!
¿Porque chamava-se Garbancera?

“… nos ossos mas com chapéu francês com penas de avestruz”

El garbancero era aquele que, a pesar de ter sangue indígena, pretendia ser europeu e renegava da sua própria cultura.
Naturalmente, Posada se burlava-se desse tipo de pessoas, foi ele quem criou ao que hoje se conhece como “La Catrina”.
Seu chapéu representa aquele que pretende ser o que não é, quer dizer “ser mais do que é”. Por isso é exagerado e enorme, a ideia era mesmo da caveira mostrar essa vontade desmedida de aparentar ter mais do que realmente tem e teve em vida.
O primeiro nome que teve La Catrina foi “La Calavera Garbancera”.
É o título que o grande artista mexicano José Guadalupe Posada deu a essa personagem feminina com roupas de alta costura porém sendo já uma caveira.
Esta personagem tão tradicional da cultura Mexicana é mais lembrado no dia 02 de Novembro “Dia dos Mortos” não por isso deixa de ser importante o resto dos dias do ano, que com certeza você poderá acha-la na maioria das Galerias de Arte, lojas de Antiguidades ou de Artesanato, e com certeza na maioria das casas das famílias de Mexicanos sem importar em que pais estejam, ou nas casas de milhares de pessoas no mundo inteiro amantes da cultura tradicional Mexicana, uma das culturas mais fortes e sem fronteiras que existe, pelo geral é precisamente está personagem que vem na mente de qualquer pessoa quando pensam no México, muitas das vezes são acompanhadas de outras personagens também muito famosas e tradicionais mexicanas os “Alebrijes” figuras mitológicas mexicanos geralmente constituídos pelo mínimo de três animais sendo um deles com penas na grande maioria das vezes, todos eles têm também relação com a serpente com penas… “Quetzalcoatl” presente na pirâmide de Tenochtitlán e que cada solstício de primavera ilumina-se pelos raios do sol que da-lhe vida trazendo-a ao presente de uma forma mágica, mística e única para o mundo uma vez por ano.
Torrego ensina-os neste vídeo como se faz uma autentica maquiagem de Catrín com só dois cores muita imaginação e autenticidade.
La Catrina é uma personagem apropriada ao povo mexicano e que está encarnado de mil maneiras, servindo para fazer crítica política ou protesta social, esta maquiagem pode ser utilizada para comemorar o dia de Mortos, em uma festa de fantasias, num desfile de moda ou simplesmente para matar vontade de trazer ao presente de uma forma majestosa a cultura mexicana ou como elemento de ritual e até como mero elemento decorativo.
E agora ¿Você conhece a real história da Catrina?
La Catrina é o símbolo da morte, em termos de cultos propriamente dito, é um memento mori (uma lembrança da morte).
Os memento mori têm sua origem na antiga Roma e um serviente que vêm para as ruas a tirar-lhes os títulos dos que tinham saído vitoriosos ou eram soberbos. Ele sempre está atrás deles, vêm constantemente para lembrar as limitações como seres humanos.
Segundo Tertuliano, o serviente dizia-lhes:
Respice post te! Hominem te esse memento! [¡Olha atrás de você! Não se esqueça que é só um homem (e não um Deus)]
Não é importante, se você foi pobre, conquistador, escravo, homem, mulher, heterossexual, homossexual, alto, pequeno, branco ou moreno, forte ou débil … todos vamos a morrer.
É o tipo de lembranças da morte que seguiu-se utilizando na arte (sobre todo nas artes religiosas cristãs) na América, naturalmente, os mexicanos deram essa sua tão peculiar e única forma que hoje conhecemos no mundo inteiro.

Neste vídeo em que você pode aprender junto com Torrego á se fazer uma auto-maquiagem de Catrín o vídeo foi produzido pela Eduk e Catraca Livre (Brasil).

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